Deixei de acreditar na gente, e passei a acreditar em mim. Sei que não nos conhecemos por acaso, sei que ainda tem muito o que acontecer, e se não tiver, tudo bem… Me acostumei com o silencio entre a gente, os olhares sem jeito de quem tem muito o que fazer e pouco a dizer, por que tudo que devia ser dito já foi dito. Agora o que restou da gente? Restou brincadeiras sem muitos toques, por que convenhamos, chegar muito perto é arriscado, restou também, olhares que quando se cruzam, se desviam. Restou o meu ‘eu te amo’ e o seu ’ eu gosto de você, mas eu amo ela’, restou vontade de ligar e dizer ‘vem cá, eu to morrendo de saudade’, e restou também o seu ‘não me liga e não manda mensagens, só depois das 22 horas’, e por fim restou aquela noite em que você disse que estaríamos juntos até hoje se eu tivesse sido uma boa companheira. Mas sabe o que não restou? A duvida de que temos algo forte, seja amor, seja tesão, nos temos algo nosso, algo gostoso, aquele frio na barriga, o desvio de olhares, o cuidado ao dizer algumas coisas. Não resta duvidas de que eu te ame, por que eu amo, eu amo demais, mas eu me amo muito mais, e você tá acabando comigo com as suas idas e vindas, apesar de todas elas terem algo em especial eu espero que passe logo. Espero que passe porque eu vejo que da sua parte sobrou indiferença, e isso me consome, por que eu me importo demais com você, e isso me faz mal… Então que passe esse amor não correspondido, que passe a vontade de te ligar de dez em dez minutos, que passe a vontade de gritar ao mundo que te amo, e que acima de tudo, que passe o tempo, e que você volte para mim.